stuttgart.

de volta às cidades por onde passei em 2009 e das quais vale a pena falar. em outubro o trabalho levou-me a stuttgart, uma bela cidade do sul da alemanha, no estado de baden-wurttemberg. sou suspeito para falar sobre a alemanha, pois é um dos meus países preferidos. por nenhum motivo em particular, mais pelo somatório de vários, nos quais o rigor, a eficácia e o pragmatismo se incluem obrigatoriamente.

andava com uma enorme curiosidade por conhecer esta cidade e, por coincidência, o trabalho encarregou-se de me levar até lá. em boa hora, pois os atractivos são muitos para quem gosta de automóveis rápidos, potentes e com curvas muito sensuais. estou, como não poderia deixar de ser, a referir-me à mercedes e à porsche, marcas que têm a sua sede em stuttgart.

bem instalado num hotel mesmo em frente ao principal parque da cidade, o schlossgarten, fiquei logo com o assunto do meu treino resolvido. esta enorme área verde tem percursos muito variados e com a possibilidade de incluirmos algumas subidas e descidas bem interessantes. como extra proporciona um belo passeio por lagos e diversos locais com esculturas de vários tamanhos e feitios, além de intersectar no seu ponto mais a norte com o rio neckar e um outro parque, o rosensteinpark. assim sendo, era só sair do hotel e fazer a distância que as pernas permitiam.

porém, desta vez, foram mesmo os automóveis que me ocuparam o (pouco) tempo livre. a visita aos museus da mercedes e da porsche era obrigatória, tipo ir a roma e ver o papa.

comecei pelo mercedes-benz museum, um espectacular tour-de-force arquitéctonico. inaugurado em 2006, foi concebido em formato de dupla hélice pela firma de arquitectura holandesa un studio. há quem o considere uma homenagem a frank lloyd wright, dado a sua construção se ter desenvolvido ao longo de nove andares de rampas em espiral, dando uma ideia um tanto ou quanto guggenheim(esca). 

se o exterior já nos delicia, então no interior é o extâse total. o hall transmite toda a elegância que faz parte do adn da marca, onde os elevadores, adequadamente baptizados de cápsulas do tempo (parecem saídos de um livro de aventuras de buck rogers), são um dos elementos mais marcantes e que nos transportam para os primórdios de 124 anos de história automóvel, patentes em mais de 1,500 objectos expostos, entre carros e outros items. tudo muito bem organizado, lógico e (in)formativo. 

o tempo passa e nem damos por isso. entre o espaço de exposição, loja, restaurante e stand automóvel (com toda a gama actual exposta em grande estilo), temos a possibilidade de testemunhar o génio e a visão de três  homens que possibilitaram a passagem do motor a vapor para o de combustão interna, ao mesmo tempo que determinaram para sempre a forma como milhões de pessoas de deslocam: carl benz, gottlieb daimler e wilhelm maybach

uma inebriante viagem no tempo (passado, presente e futuro), através de máquinas que nos fascinam e fazem sonhar.

 
Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s