Month: Janeiro 2010

buenos aires. parte 2.

os dias seguintes da minha estadia em bs.as. permitiram a descoberta de novos locais ao mesmo tempo que ia fazendo os meus treinos. uma vez que o tempo disponível era pouco, fui alternando entre correr de manhã bem cedo ou depois do dia de trabalho.

a opção matinal resultou a mais agradável, dado que sempre conseguia evitar o calor e a humidade sufocantes do final do dia. além disso, tinha a sensação de ter a cidade só para mim, uma vez que às 6.30 da manhã ainda estava tudo muito calmo. nas corridas matinais fazia um percurso na baixa da cidade, o qual, ao longo de aproximadamente 12 km, me levava a passar por alguns dos mais emblemáticos locais de bs.as.. além disso, corria na calle florida, a artéria comercial mais movimentada da cidade, a qual, nas horas em que o comércio estava aberto, mais parecia uma procissão permanente…. as corridas do fim de tarde eram feitas na zona de puertomadero, as docas da cidade. esta é actualmente uma das zonas onde os running clubs se reúnem para realizar os seus treinos, logo um excelente local para travar conhecimento com corredores porteños. os argentinos são, regra geral, bastante simpáticos e acessíveis, tendo sempre demonstrado enorme curiosidade por portugal, sendo o futebol e os jogadores argentinos que por cá actuam o elo de ligação mais imediato. os percursos nesta zona são os mais diversos, havendo alternativas para todos os gostos e distâncias. esta área é um espelho da arquitectura moderna da cidade, da qual a obra de santiago calatravapuente de la mujer” é um dos expoentes. muito trendy e recomendável.

 
bs.as. ficou como uma das cidades mais bonitas e agradáveis que tive a oportunidade de visitar. é cultural, gastronómica e intelectualmente uma referência de bom gosto, onde a tradição e a modernidade coexistem de uma forma perfeita.
a visitar e a percorrer… correndo.
 

buenos aires. parte 1.

tal como tinha referido, o ano passado foi particularmente activo no que a viagens profissionais diz respeito. viajar, seja por questões de ordem pessoal ou profissional, é algo de que gosto bastante e que tenho tido a possibilidade de fazer com regularidade.

no passado mês de março tive que me deslocar a buenos aires e, dado que a estadia se iria prolongar por 9 dias, fui logo tratando de me inteirar da running scene local, para fazer os meus treinos habituais.

correr em cidades estrangeiras é um hábito que adquiri há quatro ou cinco anos atrás, dado que as deslocações eram frequentes, podendo assim manter a regularidade na minha actividade física, com o bonús adicional de ter descoberto uma excelente maneira de conhecer de uma forma mais interessante as diversas cidades que vou visitando.

bs.as. não foi excepção. como todas as grandes cidades da américa latina, tentei perceber quais os locais mais adequados para me aventurar sózinho nas minhas saídas para correr, dado o factor segurança ter uma grande prioridade nas minhas opções. a tarefa foi muito facilitada, dado ter descoberto na net a urban running tours, um site de uma empresa de corredores e destinada a corredores.
a proposta? conhecer bs.as. correndo nos bairros / locais mais emblemáticos da cidade.

feito o contacto prévio, agendei uma corrida para o dia imediato à minha chegada. à hora marcada, 8.00h da manhã no hotel, lá estava o gáston para me levar a conhecer alguns dos sítios mais interessantes dessa espectacular cidade, onde a prática da corrida está bastante desenvolvida.

começámos então a corrida no parque de palermo, uma enorme área verde de 80 ha no coração da cidade, construído em 1875. fomos para um percurso de 12 km, num passo relaxado pois o jetlag faz-se sempre sentir. fiquei impressionado com as largas centenas de pessoas que andavam a fazer o seu treino matinal, disfrutando das óptimas características e ambiente do local.

ao longo do percurso ainda passámos pela área da recoleta, onde a enorme flor metálica ( floralis genérica – umas das atrações turísticas da cidade ) não deixa de despertar uma grande curiosidade. esta enorme escultura, feita em aço inoxidável, é obra do arquitecto argentino eduardo catalano e mede 23 m de altura, tendo um diâmetro de 16 ou 32 m, conforme as pétalas estejam abertas ou fechadas. impressionante!

para começo de estadia fiquei logo fã de bs.as.. os dias a seguir proporcionaram excelentes descobertas e corridas.

conhecer