1/2 de lisboa. vai uma aposta?


a dúvida.
estou com algumas dúvidas sobre participar na edição deste ano da meia de lisboa. esta prova tornou-se um enorme arraial popular, por via do aumento exagerado do número de participantes permitido pela organização. a promoção da prática de exercício físico é salutar e deve ser incentivada, mas misturar um evento competitivo ( a meia-maratona ) com um mega-passeio ( a mini ) requer alguns cuidados. exemplifico através de duas situações que se mantêm de ano para ano.

o acesso.
convidava o sr carlos móia a descer aquele lamentável acesso lateral da ponte do pragal e que faz a ligação à zona de partida na praça da portagem ( o único existente para os milhares que se deslocam para a prova de comboio ), espremido e arrastado por centenas de participantes, com crianças e idosos metidos numa amálgama de gente que se tenta safar como pode. cada um por si!
há quem ache muito engraçado e fazendo parte da festa. nestes anos todos, ainda não vi onde é que está a graça. vejo é uma continuada falta de consideração por quem paga dezena e meia de euros para participar no evento. devem estar à espera que aconteça algum acidente para mudarem alguma coisa.

a partida.
e porque não introduzir partidas desfazadas entre a meia-maratona e a mini / mega-passeio? dez minutos bastariam para que os atletas da meia pudessem ganhar um avanço suficiente que lhes permitiria começarem num ritmo mais consentâneo com os seus objectivos, sem se verem limitados pela parede humana que é inevitável com a partida simultânea dos 30.000 participantes. já que a separação entre provas é feita logo no acesso à partida, bastava mantê-la um pouco mais. custa assim tanto?
não nos enganemos. a razão de ser do evento é a meia-maratona, prova de âmbito e credenciada pela federação internacional. se os atletas amadores participantes na meia-maratona ( em média 5.000 ) se chateassem com as condições que lhe são proporcionadas, a prova ficava com 50 ou 60 profissionais, os quais já nem sequer partem da margem sul do tejo por questões que se prendem com a certificação do percurso, nomeadamente o declive demasiado acentuado entre a saída da ponte e alcântara, para que os tempos oficiais sejam homologados.

vai uma aposta?
estas questões não são de agora e são recorrentes. com pequenas alterações, a qualidade do evento seria incrementada. com um custo marginal e aumento da satisfação dos atletas na vertente competitiva.
o número de participantes e custo de participação tem vindo a subir de ano para ano, tudo o resto ( à excepção do percurso ) se mantem.
vai uma aposta em que nada muda?
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