belém ( entre docas e cais ).

lisboa tem dois percursos por excelência. belém e expo.

partilham características muito semelhantes, sendo que ambos bordejam o tejo em ( quase ) toda a sua extensão. hoje o escolhido é o de belém.

fazer este percurso é ter a possibilidade de disfrutar de um dos espaços mais turísticos da cidade, pois ao longo do mesmo temos a possibilidade de passar por alguns dos monumentos mais representativos da capital, viajando por mais de cinco séculos de história e que nos remetem dos primórdios dos descobrimentos ao despontar da revolução industrial.

esta extensa frente ribeirinha tem sofrido várias intervenções ao longo dos últimos anos, que visaram ordenar e delimitar o acesso de automóveis à beira-rio, ao mesmo tempo que proporcionaram mais espaço e segurança para os muitos utilizadores que a frequentam. em minha opinião houve progressos assinaláveis e de louvar, mas poder-se-ia ter ido mais longe. a diferença mais visível para os visitantes ocasionais talvez seja a nova ciclovia, a qual está perfeitamente identificada ao longo de toda a sua extensão entre o cais do sodré e a torre de belém. ora este é exactamente o percurso que também é partilhado por muitos corredores e adeptos de caminhada.

habitualmente começo este percurso no parque das missas ( junto à estação fluvial de belém ), seguindo desde logo à beira-rio em direcção ao cais do sodré. é um trajecto que se pode considerar plano, dado os desníveis existentes serem praticamente imperceptíveis. o piso vai variando entre o alcatrão, calçada, relva, paralelipípedo e cimento, mas a grande maioria do traçado decorre em superfície dura.

chegados à doca de santo amaro é pena que tenhamos que inflectir para o interior, não podendo continuar o percurso sempre à beira tejo. é que esta não comunica entre os seus dois pontões e não tem ligação ( aberta ) à doca de alcântara. a administração do porto de lisboa não quer os cidadãos naquela parte de território por si gerida, apenas contentores ( muitos ) e navios… assim sendo, temos que contornar a referida doca pelo parque de estacionamento e seguir até à rocha do conde de óbidos. ali chegados, deparamo-nos com o enorme estaleiro da naval rocha, o qual tem que ser contornado pela avenida de brasília, até podermos ver de novo o rio, ali na zona do restaurante kais.

pena tanto rio que nos é vedado… mas quando corremos ao seu lado a vista é sempre deslumbrante.

o retorno é feito chegado ao cais do gás, cumpridos que estão 5km. no regresso faço o percurso inverso, que pode ser prolongado até à torre de belém, ou contorno o quarteirão da vela latina e sigo até ao local de início. um percurso fácil e bom para todo o tipo de treinos, num local agradável e habitualmente com muitos corredores de pelotão.

vai uma corrida?

características do percurso – piso: duro; distância total: 11,5 km; retorno 1: 5km; retorno 2: 10,5km; água: sim; estacionamento: fácil; grau de dificuldade (1 a 5): 1; altimetria: gráfico abaixo.

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One comment

  1. Parabéns Paulo,

    Cumpriste com o prometido, excelente post e bem descrito o percurso.
    Nunca o efectuei, mas é um trajecto que ainda este ano irei fazer, para treino numa eventual Maratona.

    Abraço e até amanhã!

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