sapatilhas e massagista.

correr está a sair-me caro?

neste último mês tive que investir forte no material e no corpo. por duas razões distintas, mas em que uma influenciou a outra.

de uma assentada tive que substituir três pares de sapatilhas antigas, pois estavam todas com excesso de uso. levei-as até ao limite e, como consequência, tive que fazer uma passagem pela marquesa do massagista. tudo começou com um desconforto anormal nos lombares e abdutores, mais uma dor no calcanhar direito que teimava em não passar. assim sendo, não tive outro remédio senão entregar-me nas mãos mágicas do “mago” josé urbano, o qual, fruto da experiência como atleta de marcha de nível mundial, aliada à sabedoria de muitos anos a tratar as grandes figuras do atletismo nacional, faz milagres na forma como nos recupera das mazelas inerentes à prática deste desporto. as centenas de km percorridos ao longo dos meses vão deixando marcas, as quais, quando se começam a tornar demasiado presentes, requerem toda a atenção para não se tornarem crónicas.

um dos factores que influencia grandemente esta situação é o calçado que usamos. partindo do principio que não temos descompensações notórias a nível biomecânico, um par de sapatilhas adequadas à morfologia do nosso pé é um importante aliado na prevenção de lesões, sendo que actualmente temos ao nosso dispor um vasto conjunto de marcas que com um vasto leque de opções cobrem todo o espectro de necessidades específicas de um corredor. nos últimos 2/3 anos a minha preferência tem incidido sobre duas delas (mizuno e asics), dado ter encontrado nas mesmas modelos aos quais me adaptei particularmente bem.

para além da escolha de modelos específicos e adequados ao tipo de pronação individual, uma questão à qual dou particular atenção é ao tempo de duração de um par de sapatilhas. não existe uma regra standard para a questão mas, pela experiência e em utilização normal, opto pela sua substituição nas seguintes situações:

1. percorridos 800 km (treinando principalmente em piso duro); 2. percorridos 1000 km (em situações de utilização mista); 3. imediato (no caso em que comece a sentir dores anormais nas articulações, tendões ou músculos).

duas outras regras que adoptei foram a da rotação (não correr mais de dois dias seguidos com o mesmo par) e a da adequação (pisos diferentes requerem tipos de sapatilhas diferentes).

são ensinamentos que se vão aprendendo ao longo do caminho. correr está a sair-me caro? depende do ponto de vista. não encaro a situação como um gasto, mas sim como um investimento. os benefícios para a saúde e bem estar geral suplantam largamente o “rombo” na carteira. bem pior seria gastar em medicamentos para o colesterol, tensão, ansiedade, etc, etc…

agora vou correr. tenho um par de asics novinhos em folha à espera de serem estreados…

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