com vista para o tejo. percurso 1.

traçar novos percursos é uma forma diferente de olhar e conhecer a cidade. é o que tenho vindo a fazer regularmente, de maneira a quebrar a rotina dos locais percorridos vezes sem conta, e descobrir alternativas para aqueles dias em que mudar de cenário é obrigatório. desta vez escolhi a zona ocidental da cidade e fui até ao restelo.

parque dos moinhos de santana no alto do restelo. um local que deve o nome a dois moinhos ( velho e de santana ) construídos no séc. xviii, que nos transportam para uma época em que os mais de 100 moinhos existentes nas colinas da cidade produziam a farinha para o abastecimento da sua população. este espaço abriu ao público em 1997 e proporciona uma aprazível área de recreio e lazer, apesar da sua reduzida dimensão. são  pouco mais de 5 ha, com um perímetro de aproximadamente 1 km, sendo ainda possível percorrer mais 1 km utilizando os caminhos interiores. para além do dois moinhos de vento, dos quais se tem uma excelente vista para tejo, o parque alberga uma zona de merendas, parque infantil, uma ampla esplanada, um lago, anfiteatro, ringue de patinagem e pista de skate, tudo cuidado e bem conservado.

deixo o parque para trás e começo o percurso em direcção à calçada do galvão e ao jardim botânico da ajuda. esta pérola, criada em 1768, é o jardim botânico mais antigo de portugal e um dos mais antigos da europa. a arquitectura deste aprazível espaço obedece aos modelos renascentistas, com terraços talhados nas encostas, estátuas e muita água, sempre presente em fontes e lagos. com uma área de apenas 3,5 ha, percorrê-lo resulta num curto, mas bonito e tranquilo passeio.

de volta à calçada do galvão vou descendo para belém, passando pela igreja da memória. no fim da calçada está a terceira paragem deste percurso, o jardim botânico tropical, mais conhecido por jardim do ultramar. existe neste local desde 1912 e ocupa uma área de 7 ha, albergando cerca de 500 espécies de plantas, a maioria das quais de origem tropical e sub-tropical. percorrer os 1.000 m do seu perímetro é viajar por um universo de árvores majestosas, plantas, arbustos e aves exóticas, e agradáveis recantos, sendo apenas de lamentar o estado de degradação de diversos edifícios existentes no local. o contraste com o vizinho jardim do palácio de belém até “faz doer a alma”…

com um parque e dois jardins nas pernas está na hora de um abastecimento sólido, em forma de pastel. optei pela ‘chique de belém’, vencedora do concurso do melhor pastel de nata de lisboa no presente ano. três pastéis depois e estou de novo a correr, desta vez na sala de visitas de lisboa, no chamado conjunto monumental de belém. jardim da praça do império, jardim vasco da gama e jardim da praça afonso de albuquerque. a sua criação remonta ao início do século passado, estando as três áreas verdes unidas como uma só, abrangendo um total de 10 ha. percorro os seus 2 km de perímetro e está feito o percurso turístico. para regressar ao ponto inicial foi “só” subir a av. ilha da madeira. uppssss…!

obs.: a entrada no jardim botânico da ajuda e no jardim botânico tropical custa 2,00€. em ambos os casos não é permitido correr, mas nada nos impede de o fazermos em passo acelerado.

características do percurso: piso: duro; distância total: 5,7 km ou 12 km (percorrendo o parque dos moinhos e os jardins botânicos); retorno: n/a; água: sim; estacionamento: fácil; grau de dificuldade (1 a 5): 2,5; coordenadas gps do ponto inicial: n38º 42.562´, w9º 12.490´; altimetria do percurso: gráfico abaixo.

 

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