parque botânico do monteiro-mor

1976. O ano em que o estado português adquiriu à família Palmela a propriedade situada no Lumiar hoje conhecida como parque do Monteiro-Mor. Neste espaço de 11 ha, no qual existem dois belos palácios, foram instalados o Museu Nacional do Teatro (palácio do Monteiro-Mor) e o Museu Nacional do Traje (palácio Angeja), que partilham um extenso parque e jardim, dos mais belos da capital.

A frondosidade do local não deixa ninguém indiferente, muito menos numa zona da cidade onde a pressão imobiliária tem sido galopante. Variedade de caminhos e diversidade botânica e ornitológica são características que este parque proporciona aos seus visitantes, dividindo-se em dois espaços com características distintas: o patamar superior e o inferior. O patamar superior integra os dois palácios, os quais são ligados por um belo e frondoso jardim de influência romântica, com os seus caminhos sinuosos e intimistas, lagos, tanques e pequenas cascatas. No patamar inferior situa-se a mata, no local onde outrora estavam os campos de semeadura pertencentes à quinta.

Como habitualmente, iniciei o percurso partindo à descoberta do perímetro do parque, tendo depois explorado a restante rede de caminhos existente. Ao longo dos 1,2 km do perímetro descobri um percurso muito agradável e cheio de sombra, bem como vários locais onde a água abunda em pequenas fontes e ribeiros, o que nestes dias de calor é uma benesse.

A incursão de 3,6 km pelos caminhos secundários permitiu descobrir zonas muito variadas e das quais se destaca a mata, onde é possível observar uma grande variedade de árvores e espécies de pássaros que ali estabeleceram o seu habitat.

O parque do Monteiro-Mor é um espaço cultural e histórico por excelência, que oferece cenários de grande beleza paisagística, albergando um património botânico com mais de 200 espécies de plantas nativas e exóticas. No conjunto das majestosas árvores que ali encontramos podemos admirar a centenária Araucaria de Norfolk, plantada em 28 de junho de 1842 (data do aniversário do 2º Duque de Palmela), a primeira em Portugal (continental e ilhas) e das primeiras plantadas ao ar livre na Europa. Dezoito décadas (já viu nascer e morrer muitas gerações de seres humanos) e 50 metros de altura a que é impossível ficar indiferente.

Um local que é um verdadeiro tesouro verde de Lisboa que merece ser visitado e estimado.

Características do percurso – piso: misto; perímetro: 1,2 km; retorno: não (circular); água: sim; estacionamento: fácil; grau de dificuldade (1 a 5): 2; coordenadas gps do ponto inicial: n38º 46.311′, w9º 09.512′. altimetria do perímetro: gráfico abaixo.

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