tapada da ajuda. percurso 1.

um pequeno mundo guardado por um extenso muro de pedra. a tapada da ajuda é a segunda maior área verde de lisboa, a seguir ao parque florestal de monsanto. são cerca de 100 ha formados por matas, campos agrícolas, pomares, vinhas, edifícios com interesse histórico e muitas curiosidades. um espaço cuja criação coincide com o início da dinastia de bragança e o reinado de d. joão IV. inicialmente foi-lhe atribuído o nome de tapada de alcântara, e assim se chamou até ao reinado de d. joão V. após o terramoto de 1755 e com a mudança dos monarcas para o alto da ajuda, passou a denominar-se tapada da ajuda, servindo também como couto de caça real. porém, é no reinado de d. luís I que se verificou um franco desenvolvimento do local, através da sua valorização pública e da implementação de novas formas de gestão e uso. em 12 de dezembro de 1910, no seguimento da implantação da república, a tapada da ajuda fica adstrita ao instituto superior de agronomia, situação que perdura até à actualidade.

delimitada a norte pelo parque florestal de monsanto e a sul pelo tejo, percorrer os caminhos da tapada é esquecer que estamos na metrópole lisboeta, tal é a dimensão deste espaço com as suas memórias agrícolas e florestais bem presentes. o início deste percurso é frente ao monumental edifício principal, sede do instituto superior de agronomia, tomando a via em sentido contrário à circulação automóvel definida. com este primeiro trajecto pretendi descobrir o perímetro do local, utilizando sempre que possível os caminhos mais próximos do muro que delimita a tapada.

o aglomerado de edifícios que encontramos no início incluí a maior parte dos espaços destinados ao ensino ministrado pela faculdade de agronomia. um pouco mais acima aparece o observatório astronómico nacional, pelo qual passo em direcção ao chafariz de sto antónio. perto deste local encontro um convidativo banco de pedra, de seu nome junot, uma lembrança da passagem do general francês por lisboa, o qual, aquando das invasões, se instalou no palácio nacional da ajuda. reza a história que se sentava ali para apreciar o pôr do sol na barra do tejo.

após este local o percurso vai subindo até ao seu ponto mais elevado, levando para a área mais florestal da tapada. é também nesta zona que estão construídas várias infra-estruturas dedicadas à prática desportiva, nomeadamente o complexo de futebol e râguebi, bem como o único restaurante aberto ao público existente em todo o espaço. a parte mais a norte confina com o parque florestal de monsanto, através de um portão (fechado a cadeado) que liga os dois locais. a parte final do percurso segue junto ao muro e é feita a descer, passando pelo moderno anfiteatro junto à lagoa branca (a qual está completamente seca) e, umas centenas de metros mais abaixo, pelo anfiteatro/auditório de pedra.

após 4,2 km, estou de volta ao ponto inicial. fica a sugestão de um percurso que permite desvendar muitos dos encantos da tapada da ajuda.

características do percurso – piso: duro (alcatrão); distância total: 4,2 km; retorno: não (circular); água: sim; estacionamento: fácil (1,5€ de acesso para parquear no interior do recinto); grau de dificuldade (1 a 5): 4; coordenadas gps do ponto inicial: n38º 43.661′, w9º 13.635′. altimetria do perímetro: gráfico abaixo.

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