moinhos do mocho

O percurso dos Moinhos do Mocho decorre nas áreas central e ocidental de Monsanto, permitindo a descoberta de alguns locais que remetem para um passado em que a serra teve uma importância estratégica na construção e na defesa da cidade de Lisboa.

Parque de estacionamento do restaurante Monte Verde. É pela pista situada no topo deste local e com o mesmo nome que começo o percurso. Entro pelo pinhal adentro e sigo pelo caminho principal até chegar ao primeiro entroncamento, onde continuo pela esquerda em direcção à estrada de Monsanto. Atravesso na passadeira e sigo pela pista ilha amarela, que desce numa sucessão de quatro curvas em cotovelo. Após a última curva, já na pista da calceteira, o caminho sobe até chegar ao local que dá o nome a este percurso, os Moinhos do Mocho.

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Construídos durante o período do Estado Novo, com a sobriedade e austeridade características do seu autor, o arquitecto Keil do Amaral, é uma área de estadia onde se destacam dois moinhos, lembrando um passado em que campos cerealíferos revestiam a serra. Meio escondido na floresta e pouco visitado, o local encontra-se em acelerado estado de degradação por via do abandono a que foi votado. Deixo este local para trás e percorro o caminho em alcatrão que termina nas escadas do miradouro da Luneta dos Quartéis.

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Percorro o miradouro pelo lado de fora, num espaço outrora ajardinado e com uns bancos voltados para as vistas, de onde são bem visíveis as marcas do desordenamento do território e da ocupação anárquica de solos nos subúrbios de Lisboa. Continuo o percurso pela berma da estrada do miradouro e, junto à via principal, viro à esquerda e entro na pista encosta de monsanto que segue a descer. No primeiro cruzamento viro à direita e subo em direcção à estrada de Monsanto, a qual atravesso pela segunda vez.

Do outro lado da via e um pouco abaixo entro na pista rua fria, passo pelos dois trilhos que no mesmo local seguem um para cada lado, e viro à direita na bifurcação seguinte. A partir deste ponto o trilho torna-se muito estreito e técnico, com uma subida íngreme. A meio do caminho chego a uma pequena clareira e ao local conhecido como Seis Pedreiras. Nas ruínas dos fornos de cal sigo em frente e ligeiramente pela direita, subindo pela orla da antiga pedreira.

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No cimo deste trilho volto à direita no caminho principal, tendo do lado esquerdo uma casa dos antigos serviços florestais. Chegado à estrada principal viro à esquerda e subo em direcção ao planalto da serra. Mais acima e do lado direito passo pelo campo de jogos e entro no caminho paralelo ao mesmo. Ao chegar ao primeiro entroncamento deste percurso sigo em frente e contorno o circuito de manutenção até desembocar nos metros iniciais da pista Monte Verde, de regresso ao ponto de partida.

Características do percurso – piso: misto (terra batida, empedrado e alcatrão); distância: 4 km; retorno: não (circular); água: não; estacionamento: fácil; grau de dificuldade (1 a 5): 2; coordenadas gps do ponto inicial/final: n38º 43.653′, w9º 11.621′; altimetria: gráfico abaixo.

nada tirar excepto fotos, nada deixar senão as pegadas, nada matar a não ser o tempo. 

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