meia maratona de lisboa.

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25 anos. Ao fim de um quarto de século tornou-se, indubitavelmente, num evento desportivo de massas e o maior do seu género em Portugal. Porém, o tremendo sucesso desta prova tornou-se no factor que causa mais exasperação a quem vai competir na meia maratona. Não passa pela cabeça de ninguém fazer coincidir a partida da meia com a mini/caminhada, num registo do tipo… tudo ao molho e fé em Deus. Inacreditável!

Um evento com o selo de ouro da IAAF, que recebe centenas de atletas vindos de todo o país e do estrangeiro para disputarem a prova rainha, só tem a perder com a situação acima mencionada. Algo que, na minha modesta opinião, não se coaduna com o prestígio e a notoriedade que este evento alcançou.

Existem várias soluções para obviar a situação, entre elas antecipar a partida da meia maratona para as 10 horas da manhã com saída em duas vagas – abaixo da 1h45 e acima desse tempo – separadas por 5 minutos; saída da mini às 10H15; início da caminhada às 10H30. Toda a gente participava na festa, sem atropelos nem confusões desnecessárias.

Evitavam-se assim as situações caricatas como as que sucedem actualmente, com os excursionistas “atletas” que não correm nem deixam correr a marcarem presença em grupos cada vez maiores. Param em todo o lado, fazem autênticas paredes que são uma aventura conseguir transpor, e ainda barafustam quando chocamos contra eles porque resolveram mudar repentinamente de direcção para fazerem aquela foto espectacular…

Atrevo-me a dizer que os 3 ou 4 km iniciais da “EDP Meia Maratona de Lisboa” são, de longe, os mais tormentosos que se percorrem em qualquer prova em solo nacional.

Se o começo é mau, a situação pouco melhora após se transpor a linha de chegada. Por este andar qualquer dia colocam a saída no Cais do Sodré, tal é a distância que nos fazem percorrer no corredor/via de saída.

No entanto nem tudo merece crítica. O percurso estava bem marcado, os abastecimentos foram em quantidade e qualidade, os voluntários de grande entrega, o policiamento e a assistência de emergência pronta e eficaz. E já agora a medalha, bonita e elogiada por todos.

Custa-me a acreditar que uma equipa rodada como a do Maratona Clube de Portugal não esteja ciente de tudo o que acima escrevi. Porém, o cerne da questão é outro e está relacionado com a comercialização do evento. A imagem que ilustra este artigo vende mais que mil palavras. Tem poder de atração para o público em geral e é nela que toda a promoção desta prova assenta. Daí que nada de substancial vá mudar nos anos mais próximos, com mais ou menos críticas a organização garante sempre “casa cheia”.

Se estiver em forma prometo voltar para a festa do 50º aniversário. Em Março de 2040…!

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