parque florestal de monsanto

no aqueduto

aqueduto

No dia Internacional dos Monumentos e Sítios o Museu da Água fez o convite e eu aceitei-o.

A proposta foi atravessar de bicicleta os 941 m do Aqueduto das Águas Livres, a maior obra de engenharia hidráulica construída em todo o mundo durante o século XVIII, imponente nos seus 35 arcos (14 ogivais e 21 em volta perfeita) que se elevam a 65 metros de altura sobre o Vale de Alcântara.

Para além da panorâmica da cidade de Lisboa que esta monumental obra possibilita desde 1799, o ano da sua conclusão, muitas histórias e lendas têm o Aqueduto como pano de fundo, pelo que, para os mais curiosos, recomendo a leitura dos livros O assassino do Aqueduto de Anabela Natário e Nove mil passos de Pedro Almeida Vieira.

Apreciadas as vistas foi tempo de trilhar a Pista do Aqueduto, a qual acompanha parte do seu traçado subterrâneo no percurso da Rota da Água.

aqueduto

alt aq

monsanto lx1

Anúncios

a volta do planalto.

parque da pedra. é por entre ciprestes-do-buçaco que dou início a mais um percurso pelos caminhos de monsanto. começo tomando o caminho principal entre as crateras de duas antigas pedreiras até chegar a um pequeno local de merendas, onde desço as escadas que levam até ao caminho que acompanha uma linha de água. pela esquerda percorro umas dezenas de metros até encontrar um desvio à direita e, um pouco adiante, uma ponte de madeira, a qual atravesso. o percurso segue até à estrada alcatroada (da serafina) e continua, do lado oposto, por um trilho mais estreito que sobe entre pinheiros-mansos e eucaliptos.

Planalto

um pouco acima alcanço um caminho mais largo e alcatroado, pelo qual prossigo pela direita até entroncar na estrada da bela vista. pela esquerda subo a ciclovia até à passadeira, a qual atravesso para entrar em novo caminho de terra. sigo pela esquerda logo na primeira bifurcação e subo sempre pelo caminho principal até este fazer uma curva apertada, novamente à esquerda. aqui sigo por um pequeno atalho à direita que me leva de novo à ciclovia na estrada principal, pelo qual prossigo.

decorridos umas dezenas de metros do lado direito passo pelo antigo restaurante panorâmico, cuja degradação avança a olhos vistos, já pouco faltando para que nada mais reste senão uma ruína. verdadeiramente lamentável…

Planalto1

na continuação e no final do muro da área militar sigo pela direita, pelo caminho que encurta a curva em cotovelo que a estrada faz em torno do edifício da telecom. de volta à estrada da bela vista percorro umas dezenas de metros e, no cruzamento, sigo pela direita na av. tenente martins, em direcção à grande clareira do planalto de monsanto.

aqui chegado, tenho pela frente uma área aberta e aplanada que marca a zona mais elevada da serra, pontuada por dois marcos distintos: o conjunto de antenas de telecomunicações militares e o estabelecimento prisional.

Planalto2

criada por decreto em 30 de junho de 1914, a prisão de monsanto começou a funcionar em 1915. construída segundo a lógica do panóptico circular de bentham, é um exemplar único do património prisional edificado português e raro a nível internacional. o carácter panóptico do edifício não resulta de um projecto especificamente pensado para o efeito, mas das condicionantes da fortaleza pré-existentes. o corpo externo segue a linha da muralha, o antigo fosso defensivo foi convertido em pátio e o redondo interno reaproveita parte da estrutura central. até 1956 integrou o organograma das chamadas cadeias civis de lisboa, conjuntamente com o limoeiro e as mónicas, funcionando na actualidade como prisão de alta segurança.

o percurso segue agora por um caminho que começa na cancela do outro lado da estrada, rodeando o planalto e as antenas pelo lado esquerdo. percorridas umas dezenas de metros entro num troço mais estreito em terra batida, pelo qual prossigo até alcançar a orla de uma mata. pela direita chego a um campo de jogos, o qual contorno pela esquerda até atingir a estrada do forte de monsanto. sigo pela esquerda e desço até uma curva, onde tomo o caminho à direita que segue por um bosque de pinheiros e zambujeiros. entro no trilho à esquerda e, bordejando uma antiga pedreira renaturalizada do lado esquerdo, vou descendo até encontrar o caminho principal.

Planalto3

o percurso segue agora paralelo à vedação do campo de tiro, sempre em frente e ignorando dois desvios à esquerda. pouco depois, sigo pela direita num entroncamento, onde as ruínas de uma antiga guarita descansam à sombra de uma enorme azinheira. continuando vislumbro, ao longe, o estuário do tejo e parte da cidade de lisboa. no próximo cruzamento, junto à placa informativa da encosta do barcal, sigo pelo caminho da direita que vai desembocar na av. 24 de janeiro, mesmo em frente a uma passadeira.

Planalto4

depois de atravessá-la continuo pelo caminho que me conduz à pequena rotunda do acesso ao parque recreativo do alto da serafina. do outro lado da estrada partem dois caminhos paralelos, ambos marcados por sinais de trânsito proibido. sigo pelo caminho da direita até ao cruzamento onde encontro um respiradouro do aqueduto. continuo a descer e chego ao montado de monsanto, em pleno parque do calhau.

Planalto5

continuo no caminho alcatroado que serpenteia pela encosta até entrar no troço à esquerda que conduz às ruínas do moinho das três cruzes. situado a 115 m de altitude, de paredes de basalto e cantarias de calcário, revela a litologia dos solos de monsanto e proporciona uma vista muito abrangente de sete rios.

Planalto6

prossigo descendo umas escadas em cimento e por um trilho pouco marcado de volta ao caminho alcatroado principal. um pouco adiante continuo pela esquerda na pista do aqueduto, acompanhando os respiradouros da monumental obra. no fim da pista, mesmo junto do acesso ao aqueduto, sigo pela direita no trilho que percorre as traseiras do bairro da serafina, de regresso ao ponto de partida.

planalto

características do percurso – piso: misto (terra batida, empedrado e alcatrão); distância: 6,4 km; retorno: não (circular); água: sim; estacionamento: fácil; grau de dificuldade (1 a 5): 3,5; coordenadas gps do ponto inicial/final: n38º 43.916′, w9º 10.592′; altimetria: gráfico abaixo.

alt plan

médio

nada tirar excepto fotos, nada deixar senão as pegadas, nada matar a não ser o tempo.