pedalar em lisboa

pedalar por uma causa

btt iscpsi

Hoje foi dia de pedalar por uma causa na XI edição do Passeio BTT do ISCPSI, cujas receitas reverteram na totalidade para a associação Acreditar, uma IPSS que ajuda crianças com cancro.

Apesar da meteorologia menos favorável fomos cerca de quatro centenas a constituir um extenso e colorido pelotão que percorreu quase 35 km por Lisboa, cujo ponto alto foi a travessia do aqueduto das Águas Livres no sentido Monsanto / Campolide.

De salientar o excelente nível organizativo deste evento, no qual a segurança dos participantes foi uma preocupação sempre presente por parte da escolta policial que nos enquadrou. Quem anda de bicicleta em Lisboa já sentiu na pele as dificuldades de convivência entre automobilistas e ciclistas, mas hoje correu tudo a nosso favor, apesar das buzinadelas e impropérios com que alguns “condutores” quiseram saudar o pelotão…

No final o que contou foi uma manhã bem passada e o cheque de 4.000 euros que, certamente, muito contribuirão para ajudar as crianças apoiadas pela Acreditar numa fase crítica das suas vidas.

Bem hajam ISCPSI e Acreditar.

b iscpsi

alt b iscpsi

ciclovias. via pedociclável de algés.

Muitos anos passados sobre o projecto inicial e 115 mil euros depois desperdiçados investidos para cimentar 950 metros de extensão por três de largura, ficaram assim ligadas as zonas da estação da Cruz Quebrada e do Complexo Desportivo do Jamor à zona ribeirinha de Algés, num traçado paralelo e a sul da linha de caminho-de-ferro. Esta via pedociclável desenvolve-se na frente panorâmica situada entre a foz do rio Jamor e o arruamento já pavimentado que liga à zona localizada a sul da estação ferroviária de Algés e foi inaugurada no dia 24 de Janeiro.

ciclovia algés

A ciclovia ribeirinha de Algés irá, de futuro, dar continuidade ao previsto prolongamento do Passeio Marítimo, entre a zona da Baía dos Golfinhos e a praia da Cruz Quebrada, o qual já se encontra a concurso e pressupõe um investimento na ordem dos 4 milhões de euros. No entanto estamos perante um projecto que não corresponde inteiramente aos anseios dos munícipes de Oeiras, os quais, aquando da votação do Orçamento Participativo, elegeram a proposta da ciclovia na Marginal como a mais relevante entre todas as apresentadas, sendo a que recebeu maior número de votos.

Infelizmente os edis de Oeiras fizeram ouvidos de mercador a quem os elege (e para os quais deveriam trabalhar), tendo classificado a proposta como ‘Excluída’, com o argumento de que a Marginal é uma via nacional, portanto fora do âmbito de intervenção do Município. Isto depois de terem aceite a referida proposta a votação e de a mesma ter vencido a 1ª fase…

Daí que não é de estranhar a opção da C.M.O por continuar a permitir a transformação do município numa coutada de “patos-bravos” e reino do betão, asfalto e automóveis, tal é a fúria de aprovação de disparatados e faraônicos projectos para vários locais, em particular na frente marítima (novo PDM).

Talvez desconheçam que as vias pedocicláveis (vulgo Passeio Marítimo), que tão entusiasticamente vão planeando proíbem, durante parte significativa do ano e num horário muito alargado, a utilização por quem se desloca de bicicleta, atirando centenas de ciclistas para a estrada marginal, a qual é, como se sabe, um paradigma de segurança e de civismo…

Uma verdadeira ciclovia é que nem vê-la!

maré viva

Uma semana depois da inauguração e após uma maré viva…