provas

de visita aos F-16

De regresso à estrada e com mais uma Base Aérea para a lista de provas, desta vez a nº 5 em Monte Real.

Nos terrenos da atual Base Aérea funcionou, de 1938 a 1941, o Aero-Clube de Leiria, que serviu posteriormente como Aeródromo Militar (até 4 de outubro de 1959), data que marcou a inauguração oficial da Base Aérea Nº 5.

Construída num local central do território continental, de modo a permitir a intervenção rápida dos seus caças em qualquer ponto do mesmo, esta base NATO recebeu, em 8 de julho de 1994, as primeiras 4 aeronaves Lockheed Martin F-16, de um total de 30 que constituem a única esquadra – 201 Falcões – de aviões de caça do país que estão em permanente estado de prontidão.

A 1ª Corrida de Monte Real, um evento organizado pela C.M. Leiria e com o apoio técnico da Atletas.net, levou até esta localidade num magnífico fim de tarde um razoável pelotão (pouco mais de três centenas de participantes), que não perderam a oportunidade de correr num espaço (habitualmente) inacessível.

A base abriu as suas portas para uma parte do percurso com cerca de 3 km, delineado pela zona mais operacional da mesma e onde não faltou um F-16 para fazer a “guarda de honra” aos participantes.

A 1ª Corrida de Monte Real foi um evento bem organizado e com um percurso interessante, que só precisa de um ajuste no calendário para se tornar numa clássica de estrada.

Agora, para fazer o pleno de provas nas bases aéreas nacionais ficam a faltar apenas duas: Beja e Lajes. Excelentíssimos Senhores Chefe do Estado-Maior da Força Aérea e Comandantes das BA 11 e BA 4, que tal pensarem no assunto?

trail das fontes de caneças

Foi do jardim no Largo Vieira Caldas – D. Francisco Vieira Caldas, Visconde de Caneças e fidalgo da coroa portuguesa na segunda metade do século XIX – que partiu e chegou o 1º Trail das Fontes de Caneças.

O nome desta prova derivou das várias fontes existentes na vila, ou nas suas imediações, e pelas quais o percurso passou (ou era suposto passar). No entanto não me lembro de ver nenhuma, provavelmente estava demasiado focado na prova…

Caso tivesse estado atento teria visto as fontes das Fontainhas, das Piçarras (ou de Sto António), de Castelo de Vide, dos Passarinhos e dos Castanheiros, monumentos de uma localidade cuja história se confunde com a epopeia do abastecimento de água à cidade de Lisboa.

Posso não ter visto as fontes mas, para compensar, não me esqueço da “parede” que escalei até ao alto da Pena sob um calor abrasador. Porém, nem a dureza do percurso, nem o calor que se fez sentir – concluí os 13,1 km em 1h48 -, retiraram o prazer de fazer esta prova de cariz solidário, em que o valor das inscrições reverteu na totalidade para os B.V. locais.

Fica assim completo o 1º semestre de provas que foi maioritariamente dedicado às corridas na natureza, as quais entraram em definitivo para o meu calendário anual.