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#7.16. corrida dos vinhedos do alto douro

great douro wineyard run

Depois de Sintra o Douro. Podia encurtar esta crónica e dizer apenas que foi a corrida mais bem hidratada do mundo, tal como a organização prometera, muito bem organizada e com um percurso traçado por lugares de uma beleza ímpar.

Porém a Great Douro Vineyard Run foi muito mais do que isso, uma das mais belas e originais provas em que participei e uma experiência que superou as minhas melhores expectativas.

A bonita vila do Pinhão, no Alto Douro Vinhateiro, acolheu a 1ª edição da GDVR cujo principal atractivo foi correr pelos vinhedos que cobrem os grandes declives que se levantam desde o rio Douro, e ao longo do escadório de socalcos e patamares construídos pela determinação do homem. Como se não bastasse a beleza da paisagem, ainda teve o atractivo suplementar proporcionado pela passagem por sete importantes quintas produtoras de vinho do Porto, com prova do precioso néctar incluída.

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Foram 21 km de um percurso exigente, mas o esforço e o consequente desgaste físico foram sendo mitigados pela recepção e abundância de géneros que aguardavam os participantes em cada uma das sete quintas que se associaram ao evento: Cavadinha e Bomfim da Symington, Terra Feita e Junco da Taylor´s, Noval do grupo com o mesmo nome, Roêda da Croft e Cruzeiro da Fonseca.

Os pontos de abastecimentos apresentaram-se como ansiados oásis num dia de forte canícula e foram, sem excepção, locais de boa disposição e simpatia promovida pelos elementos que os integraram. E, como não podia deixar de ser, os excelentes vinhos do Porto servidos também deram uma preciosa ajuda…

Este foi um daqueles eventos que, como se diz na gíria, saiu bem à primeira! Apesar de existir sempre espaço para melhorar, como participante não encontrei pontos que merecessem uma apreciação negativa, pelo que, se tivesse que sugerir uma alteração, seria apenas começar a prova um pouco mais cedo. No entanto, mesmo com o horário praticado e entendendo o porquê do mesmo, voltaria a participar sem qualquer dúvida.

A GDVR foi (é) um evento 5*****. Pelo conceito, pela organização, pela enorme disponibilidade dos voluntários e forças de segurança que o tornaram possível, pela generosidade das populações locais.

Espero que se repita por muitas edições para que mais atletas tenham o privilégio de desfrutar das paisagens e hospitalidade de um dos mais belos locais do nosso país!

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2016

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#6.16. trail sintra montanha mágica

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Cinco longos anos. Este foi o hiato temporal que marcou a minha ausência de provas de trail. Porém, a altura de uma mudança de cenário, e de voltar a calçar sapatilhas cardadas, chegara.

Analisadas as várias possibilidades (e atendendo a que não queria nada de radical) optei pelo Sintra Magic Mountain Trail, uma prova muito publicitada que deixou bastante gente curiosa (eu incluído). Com três distâncias à escolha (12, 23 e 55 km +/-), inscrevi-me na distância intermédia pois o tempo disponível para a cumprir (6 horas) pareceu-me mais do que suficiente.

Domingo, 29 de Maio, 08h30. Largo do Palácio da Vila. Equipado a rigor (exigências do regulamento) e “descansadinho da Silva” (a falta de empenho treino tem sido notória), iniciei a prova na segunda metade do extenso pelotão que ultrapassou a barreira do milhar de participantes.

Sabendo que tinha pela frente 27 km+ (afinal não foram os 22 km inicialmente anunciados, nem os 26 km posteriormente confirmados!), a táctica escolhida foi caminhar rápido nas subidas e, sempre que possível, correr nas zonas planas e nas descidas. O ritmo era a menor das minhas preocupações, dado só existir um controle de tempo aos 15 km e, para lá chegar, a organização permitia umas generosas 3h30.

Mesmo à medida da prova que me propunha fazer pelos mais belos locais da Serra de Sintra com passagem por alguns dos seus mais emblemáticos monumentos (tal como prometido pela organização).

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Enquanto participante no trail só tenho aspectos positivos a apontar. A organização cumpriu o que prometeu, tendo o evento decorrido, em termos organizativos, num nível elevado.

Realizar uma prova na habitualmente lotada vila de Sintra, ainda para mais num domingo de sol e com temperaturas amenas, não é tarefa para amadores. Um evento daquela dimensão requereu uma enorme coordenação entre o promotor, a sociedade gestora dos parques, os voluntários e as forças de segurança presentes no terreno. O resultado foi um conjunto de provas que superaram a expectativa da esmagadora maioria dos participantes, apesar de alguns pormenores a necessitarem de ser revistos em futuras edições. Porém, realisticamente e tudo considerado, os aspectos menos conseguidos não comprometeram a qualidade geral do evento.

O percurso de 27 km pelos locais que fazem de Sintra e da sua serra um dos ex-libris do turismo nacional teve tanto de belo como de difícil. Correr nos jardins da Quinta da Regaleira, do parque do Palácio da Pena, do Chalet da Condessa D´Edla, do Convento dos Capuchos, do Palácio de Monserrate, passar pelo Penedo da Amizade, por si só justificaram o custo de participação na prova.

Com mais de 20 km percorridos por locais e vistas deslumbrantes, a subida à Cruz Alta e ao Castelo dos Mouros completou o espectacular cenário anteriormente desfrutado, em que a beleza da paisagem ajudou a mitigar o cansaço acumulado. Para finalizar foi “só” descer as escadas que atravessam a Vila Sassetti e conduzem ao coração da vila para, finalmente, cruzar a linha de chegada 4h07m após dali ter partido.

O regresso às provas de trail deixou-me cansado… mas muito satisfeito! A ponto de, no dia 19 de Junho, ter nova dose agendada para a Great Douro Vineyard Run que promete ser bem regada…

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2016