trilogia

parque florestal de monsanto.

de seara e pasto para gado até parque florestal foi um longo percurso que ficou determinado em 1934. depois de vários anos e iniciativas tendentes a arborizar a serra de monsanto, levadas a cabo por governantes e técnicos camarários, duarte pacheco formaliza a criação do parque florestal de monsanto, sujeitando o mesmo ao regime florestal total quatro anos mais tarde. criou assim as condições para que uma área de aproximadamente 1000 ha no coração da cidade ficasse, daí em diante, para usufruto de várias gerações de habitantes da capital.

monsanto é um paraíso para os amantes dos desportos ao ar livre, mais ou menos radicais. a caminhar, a correr ou de bicicleta, a todos proporciona condições excepcionais para a prática da actividade favorita. passadas quase oito décadas da sua criação, o parque tem sido alvo de uma série de intervenções que o trouxeram ao século xxi em grande forma. nos últimos anos, tem sido notório o esforço de ordenamento, manutenção, sinalização e limpeza da área, o que tem resultado num espaço cada vez mais agradável e utilizável, por parte de todos aqueles que o procuram. eu sou frequentador habitual, não me cansando de descobrir os inúmeros trilhos e caminhos que o pulmão verde de lisboa proporciona. hoje apresento um percurso para quem gosta de desafios. duro quanto basta, mas que nos recompensa com um treino daqueles que nos faz evoluir. física e mentalmente.

vamos a ele?

vila guiné. um aprazível parque de merendas que serve de ponto de partida e chegada para este percurso circular. a decisão de seguir o trail para o lado direito (direcção estrada da serafina) ou lado esquerdo (direcção estrada do outeiro), tem a ver com o grau de esforço que quero dispender nesse dia em particular. mais pormenores adiante… tomando o trail pela direita, sigo paralelo à estrada da serafina até esta terminar e entroncar na estrada da bela vista, (ali por alturas do antigo restaurante papagaio da serafina), a qual nos brinda não com belas vistas, mas antes com uma valente subida de 2,2 km! findo este obstáculo estamos na av. tenente martins, o qual nos dá tréguas e leva até às rotundas de monsanto. passo por cima da a5 e sigo pelo trail que ladeia a estrada do alvito até à intersecção com a estrada dos montes claros, e por esta até ao começo do circuito de manutenção. percorro este até ao seu ponto mais alto e chego ao miradouro do moinho do penedo, do qual se tem uma magnífica vista de lisboa e da ponte sobre o tejo. daquele local lisboa vê-se, mas não se ouve, abafada que está pelos sons da natureza. torno a descer o trail em direcção à estrada dos montes claros, passo pelo anfiteatro keil do amaral (outra excelente panorâmica da cidade) e sigo o caminho pelo lado direito da estrada do penedo. chegado à rotunda retorno pelo lado esquerdo até apanhar os metros finais da montes claros e o início da estrada do outeiro. a partir daqui são 1,5 km a descer por um trail exigente (existe sempre a possibilidade de ir pelo alcatrão), até chegar à parte mais plana e final do percurso, de volta à vila guiné.

exigente? bastante. o grau de dificuldade é ligeiramente menor começando o percurso pelo lado esquerdo, em direcção à estrada do outeiro. mas é um percurso daqueles que me faz querer voltar. porque tem sempre qualquer coisa de novo, dependendo da altura do ano em que o percorro. e, também, porque em grande parte do mesmo, nem parece que estou em pleno coração da grande área metropolitana de lisboa. um privilégio. a conhecer e a preservar.

características do percurso – piso: misto; distância: 11 km; retorno: não (circular); água: sim (est. da bela vista e anfiteatro kiel do amaral); estacionamento: fácil; grau de dificuldade (1 a 5): 3,5; coordenadas gps do ponto inicial: n38º 44.201′, w9º 11.999′; altimetria: gráfico abaixo.

jamor. p2.

percurso 2.

partilhando o mesmo ponto de partida e chegada que o p1, este percurso decorre, na sua primeira fase, na parte de cima do complexo, contígua à carreira de tiro e ao novo parque aventura e delimitado pelo campus da faculdade de motricidade humana. toda esta zona é feita em trail, com declives bastante acentuados e a subir desde os primeiros metros, ficando desde logo garantida uma intensa sessão de cardio. na segunda fase do percurso sigo para terrenos mais planos, em direcção à pista de cross. ali chegado começo nova sessão de sobe-e-desce ( porém mais suave ), percorrendo todo o perímetro da mesma. os 2 km finais trazem-me de novo para o núcleo do parque, terminando com uma volta à pista de canoagem e regresso ao ponto inicial, percorridos que estão 11 exigentes km.

características do percurso 2- piso: misto; distância total: 11,1 km; retorno: sim; água: sim; estacionamento: fácil; grau de dificuldade (1 a 5): 4; coordenadas gps: n38º 42.476′, w9º 15.073′; altimetria: gráfico abaixo.