percursos em trail

circuito lisboa trail. fórmula de sucesso!

Este ano participei na 2ª edição do Circuito Lx Trail by Buff e fiquei muito bem impressionado quer com o conjunto de provas que o integraram, quer com a organização num sentido amplo. Foram 6 etapas que decorreram entre 21 de janeiro e 17 de junho, distintas entre si, mas com um factor comum a todas: a grande adesão de participantes.

O facto de cada etapa ser constituída por duas provas competitivas – curta e longa – foi um dos factores de sucesso, ao permitir a opção pela prova mais de acordo com as capacidades físicas de cada um.

Mas nada melhor do que os números (atletas classificados nas provas curta e longa) do circuito para validar esta constatação:

Lousa – tc 389 / tl 354

Almada – tc 532 / tl 368

Belas – tc 541 / tl 400

Cascais – tc 571 / tl 389

Monsanto – tc 641 / tl 349

Ota – tc 233 / tl 133

tc total 2.908 / tl total 1.993

No total das duas provas classificaram-se 4.901 atletas, um número do qual os organizadores muito se devem orgulhar.

A 3ª edição do Circuito Lx Trail apresenta novos locais e um calendário revisto, bem como um novo patrocinador. De saída está Almada e entram Palmela (17 fev), Mafra (10 mar), Loures (14 abr), Setúbal (28 abr) e São João das Lampas (11 mai), passando o total de etapas para 10 que se realizarão entre 20 de janeiro e 21 de julho. As inscrições para o circuito completo custam 150€ para o trail longo e 110€ para o trail curto, sendo igualmente possível a inscrição prova a prova.

Uma fórmula de sucesso que certamente terá continuidade na edição de 2019.

trail das fontes de caneças

Foi do jardim no Largo Vieira Caldas – D. Francisco Vieira Caldas, Visconde de Caneças e fidalgo da coroa portuguesa na segunda metade do século XIX – que partiu e chegou o 1º Trail das Fontes de Caneças.

O nome desta prova derivou das várias fontes existentes na vila, ou nas suas imediações, e pelas quais o percurso passou (ou era suposto passar). No entanto não me lembro de ver nenhuma, provavelmente estava demasiado focado na prova…

Caso tivesse estado atento teria visto as fontes das Fontainhas, das Piçarras (ou de Sto António), de Castelo de Vide, dos Passarinhos e dos Castanheiros, monumentos de uma localidade cuja história se confunde com a epopeia do abastecimento de água à cidade de Lisboa.

Posso não ter visto as fontes mas, para compensar, não me esqueço da “parede” que escalei até ao alto da Pena sob um calor abrasador. Porém, nem a dureza do percurso, nem o calor que se fez sentir – concluí os 13,1 km em 1h48 -, retiraram o prazer de fazer esta prova de cariz solidário, em que o valor das inscrições reverteu na totalidade para os B.V. locais.

Fica assim completo o 1º semestre de provas que foi maioritariamente dedicado às corridas na natureza, as quais entraram em definitivo para o meu calendário anual.