trail das fontes de caneças

Foi do jardim no Largo Vieira Caldas – D. Francisco Vieira Caldas, Visconde de Caneças e fidalgo da coroa portuguesa na segunda metade do século XIX – que partiu e chegou o 1º Trail das Fontes de Caneças.

O nome desta prova derivou das várias fontes existentes na vila, ou nas suas imediações, e pelas quais o percurso passou (ou era suposto passar). No entanto não me lembro de ver nenhuma, provavelmente estava demasiado focado na prova…

Caso tivesse estado atento teria visto as fontes das Fontainhas, das Piçarras (ou de Sto António), de Castelo de Vide, dos Passarinhos e dos Castanheiros, monumentos de uma localidade cuja história se confunde com a epopeia do abastecimento de água à cidade de Lisboa.

Posso não ter visto as fontes mas, para compensar, não me esqueço da “parede” que escalei até ao alto da Pena sob um calor abrasador. Porém, nem a dureza do percurso, nem o calor que se fez sentir – concluí os 13,1 km em 1h48 -, retiraram o prazer de fazer esta prova de cariz solidário, em que o valor das inscrições reverteu na totalidade para os B.V. locais.

Fica assim completo o 1º semestre de provas que foi maioritariamente dedicado às corridas na natureza, as quais entraram em definitivo para o meu calendário anual.

circuito lisboa trail. ota

O pano desceu sobre o Circuito Lisboa Trail e a última prova foi… uma fornalha!

Por uma questão de dias a totalidade das etapas não se realizaram com temperaturas amenas. Porém, para a 16ª Corrida do Mirante, estava destinado um dia quente (muito quente mesmo), o que tornou ainda mais difícil um percurso já por si muito exigente. Talvez, na minha opinião, o mais exigente dos seis que compuseram o circuito.

No entanto não foram as dificuldades acrescidas que tiraram mérito à prova. O percurso decorreu por bonitas e variadas paisagens, à excepção da enorme pedreira, qual “ferida” a céu aberto, em gritante contraste com a natureza frondosa. Para rematar a jornada o célebre “prémio da montanha”, uma demolidora subida de 800 metros que termina no símbolo da prova, o miradouro do Cabeço do Pardal, situado a 170 m de altura e de onde se avista toda a área em redor numa espectacular panorâmica.

No respeitante à organização tudo a bom nível, apenas algumas hesitações (decorrentes das condições climatéricas) relativamente aos horários, mas que foram resolvidas sem prejuízo de maior para os participantes.

A minha prova decorreu dentro do previsto e completei os 11,3 km do percurso em 1h35m. O possível face à canícula que se fez sentir, em que me preocupei apenas em chegar ao fim sem grandes empenos.

O Circuito Lisboa Trail 2018 está feito e com ele o primeiro desafio desportivo a que me propus para este ano.